O Dr. Thiago Adriano Coleti é doutor em Ciências (Engenharia
Elétrica) na área de
concentração de Engenharia da Computação pela Escola
Politécnica da Universidade
de São Paulo (2020), Mestre em Sistemas de Informação pelo
programa de Pós
Graduação em Sistemas de Informação da Universidade de São
Paulo (2013),
Especialista em Engenharia de Software com UML pelo Centro
Universitário
Filadélfia de Londrina (2009) e Possui graduação em
Processamento de Dados pela
Faculdade de Tecnologia de Ourinhos (2006). Atualmente é
professor adjunto dos
cursos de Ciência da Computação e Sistemas de Informação da
Universidade
Estadual do Norte do Paraná (UENP) no Campus Luiz Meneghel
em Bandeirantes - PR.
Também é coordenador do Comitê de Iniciação Tecnológica e
Inovação (CITI) e
membro do Comitê de Privacidade e Segurança de Dados da
UENP. Tem experiência na
área de Sistemas de Informação e Ciência da Computação, com
ênfase em Interação
Humano-Computador, Interação Humano-Dados, Engenharia de
Software, Ciência dos
Dados e Educação em Computação.
Sobre o Minicurso: O uso intensivo de dados pessoais em
aplicações de
software tem ampliado desafios relacionados à transparência,
privacidade e
governança da informação, especialmente no contexto de
bancos de dados. Embora
técnicas tradicionais de modelagem e gerenciamento de dados
sejam eficazes para
garantir eficiência, integridade e segurança, elas raramente
são pensadas para
tornar o uso dos dados compreensível aos titulares, conforme
preconizado por
legislações como a LGPD.
Este minicurso propõe uma discussão técnica e prática sobre a
transparência no uso
de dados pessoais a partir da perspectiva dos bancos de
dados. O foco não está
na conformidade legal em si, mas na compreensão de como
dados pessoais são
coletados, armazenados, processados e replicados ao longo do
ciclo de vida dos
dados dentro de diferentes arquiteturas de banco de dados.
Como atividade central, os participantes irão construir um
Mapa de Transparência
de Dados Pessoais, identificando onde os dados pessoais
estão armazenados, suas
finalidades de uso, formas de acesso, tempo de retenção e
pontos de opacidade
que dificultam a compreensão por parte dos usuários. A
partir desse mapeamento,
o minicurso discute como conceitos tradicionais de bancos de
dados — como
esquemas, metadados, dicionários de dados e trilhas de
auditoria — podem apoiar
(ou limitar) a transparência.
O minicurso é voltado a estudantes, pesquisadores e
profissionais da área de
bancos de dados e áreas afins, interessados em refletir
sobre o papel dos bancos
de dados como infraestruturas sociotécnicas e em explorar
oportunidades de
pesquisa e prática relacionadas à transparência, privacidade
e interação
humano-dados.